sexta-feira, 26 de março de 2010

Pastor pede perdão aos Nardoni e revolta multidão




 Pastor prega o perdão em frente a fórum e revolta populares
 

 


Um pastor que começou a pregar em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, revoltou as pessoas que estavam em frente ao local para acompanhar a movimentação do julgamento do casal Nardoni. 

Dizendo para as pessoas ponderarem e não condenarem antecipadamente o casal, ele foi rapidamente cercado por populares que pedem a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O homem precisou ser retirado do local pela Polícia Militar. Ele foi levado para uma entrada lateral do fórum.

Juliana Cardilli, no G1.
colaboração: Guilherme Massuia, Jarbas Aragão e Isaias Carvalho.

Blogagem original  http://pavablog.blogspot.com/

Meus comentários: prezados, neste momento estou on-line e acompanhando o julgamento via twitter do Prof. Luiz Flávio Gomes,   porque sou admirador confesso de Direito, especialmente Direito Penal. Não acreditei quando vi esta notícia acima e por isso, decidi blogar a respeito. O Evangelho deve ser pregado a tempo e a sem tempo? Sim. Existe tempo para todas as coisas debaixo do céu? Sim. Bom senso é uma premissa básica para se fazer ouvir e o ouvir é premissa básica para a fé. Muito claro para mim é que a atitude do tal pastor, mais atrapalha do que contribui para alguma coisa útil. Povinho sem noção esses evangélicos; um pensamento possível e até educado diante da cena patética. Em pleno julgamento de dois acusados de um crime tão brutal, pregar diante de uma multidão comovida e tomada pela emoção é de uma insensatez pueril. Deus não aceita qualquer jejum, qualquer festa, qualquer culto... sinal de que na carne não adianta querer mover o espírito. Coisas espirituais se discernem espiritualmente.



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Adolescencia cristã: eis-me aqui?


A adolescência é uma fase de desafios para todo o ser humano incluindo àqueles que estão à sua volta. Nela, percebemos como somos egoístas, como lutamos para impor nosso ponto de vista e rejeitar tudo que parece hostil ou contrário (postura esta de ambos os lados). A incapacidade, aliás, a má vontade em se pôr no lugar alheio, e, isto por parte dos mais velhos, é algo preponderante na má formação do caráter secular / espiritual do jovem. Temos nas mãos cristãos nascidos e criados num mundo globalizado e dominado pela tecnologia. Rapidez e dinamismo são os ingredientes do cotidiano e, por isso, cada vez mais, parece tão difícil "segurar" os jovens na igreja.

Você pode fazer festas, reuniões para manter a galera sempre junta, passeios, congressos e tudo mais, porém, o adolescente não quer só teoria. Ainda a prática e o que pode ser observado tem um peso muito maior do que palavras apenas. O garoto vai por ir, mas, não permanecerá e perserverará na fé, simplesmente, porque ninguém disse a Verdade de maneira clara. Quando me refiro à clareza, não pense numa necessidade vital de usar gírias e coisas do tipo (nem tente, véio, se essa não é a tua, pois, fica forçado e dá pra perceber bem isso). Falo de franqueza, de conversa olhos-nos-olhos, de se relacionar de tal maneira a ser visto como um amigo confiável, alguém a quem se pode perguntar qualquer coisa sobre qualquer assunto! Qualquer mesmo.

Quando você, meu amigo, tinha 14 anos gostava de conversar com pessoas de que idade? O motivo era só a idade, o assunto, a maneira de falar ou a confiança no se fazer entender e ser entedido? Não resolve dizer que os de hoje em dia não querem nada, etc, etc, etc, até porque a Bíblia nos adverte sobre os que teriam comichão nos ouvidos ante à Palavra de Deus. Por outro lado, a questão não é esta porque existiram, existem e sempre existirão os que não se dobram diante de Baal. A estes, como se dá o seu relacionamento? Não espere ter a atenção na sua EBD ou seja lá o nome que for, se você próprio é alguém distante e  não se dispõe ao acesso. Mostre que existe um ser humano atrás do terno e gravata que consegue se pôr na pele dos jovens de hoje sem aquele papo de "porque na minha época", etc.

Será que temos o mesmo olhar de Paulo a Timóteo? Vê-los como futuro da igreja, como um grupo de ovelhinhas que precisam ser pastoreadas e enfileiradas uma atrás da outra para assim chegarem à fase adulta e serem felizes é algo tosco e covarde. Você cumpre o seu papel e eles cumprem o deles posando de crente. Este é o jogo do "me engana que eu gosto". Ora, ora, será que é este o plano de Deus para esta geração? Este era o Seu olhar para o adolescente e futuro rei de Israel, Davi? Se você sabe que não porque teima em fazer diferente? Pobreza é liderar os jovens apenas para segurá-los na igreja sem se preocupar com seus conflitos, idéias e opiniões. O que acha ter alcançado o topo na escalada do conhecimento, melhor é nem passar na porta do ministério de ensino.

Se já tentaram lhe forçar a alguma coisa, você tem noção de como isto é chato. Conduza as vidas para a Cruz de Cristo seguindo o exemplo do Messias: vá aonde elas estão. Seja no orkut ou msn, se você não se relacionar com as suas ovelhas adolescentes o mundo irá fazê-lo. Preserve sim as suas raízes sem se isolar do presente e impedir o futuro. Não fique só no quadro-negro se eles também querem o data-show. Procure evidências de conversão, mas, não force os frutos, cultive-os e regue-os com a Palavra de Deus e com a oração.

Fazer somente aquilo que aos olhos "está bom" poderá levá-lo a ser um pastor de ovelhas coxas.  Fazer somente aquilo que aos olhos é legal poderá levá-lo a ter um aprisco só de bezerrinhos e  nada mais. Não impeça os outros de adentrarem o Reino de Deus. Clame ao Senhor e o Espírito Santo há de lhe mostrar as brechas e as pedras que tanto atrapalham a juventude. O cajado vem do alto para guiá-las. O alimento certo também.

Pense nisso e nos diga, se é líder de jovens, como tem feito para superar os desafios da adolescencia cristã.

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quarta-feira, 17 de março de 2010

Carência Afetiva: Isto é um Assalto! - Parte Final


Temos aqui abordado as várias faces de um problema encarado quase sempre em tom de brincadeira: a carência afetiva. Vimos, então, tratar-se de:




A fim de concluirmos este assunto (ou pelo menos tentar), veremos a seguir mais uma questão que gera tantas lamúrias sentimentais e, por conseguinte, a precipitação.


Uma Questão de Entendimento acerca do Compromisso

Poucas não são as passagens bíblicas que falam sobre casamento e dão uma noção de como Deus entende este tipo de instituição. Contrariando a sociedade mundana em que vivemos, o casamento é algo tão sério, singelo e importante que ELE mesmo se auto-intitula o marido de seu próprio povo, em Is 54.5. Daí não ser difícil pensar no tamanho da responsabilidade que advém do entrelace matrimonial; mas, apesar disso, os noivos conseguem chegar no altar sem nunca terem parado para pensar a respeito! Falta instrutores ou interesse pela instrução? Seja como for, incrivelmente Ef 5.25 não preocupa mais. Não se investe nisso. Não se busca compreender a intensidade dos deveres de um homem para a sua mulher segundo a cultura dos céus e não do mundo. Não seria saudável o solteiro que pretende se casar um dia procurar tal entendimento? Fica claro a todos os jovens do sexo masculino quais são suas reais responsabilidades a partir da cerimônia de casamento? Todos sabemos que não, pois, mais se valoriza estar inserido num contexto social e obedecer suas regras. A preocupação em dar respostas - afinal, o que os outros vão pensar? - é misturada com um sentimento cego que anestesia toda capacidade de raciocínio lógico. Não por um acaso, a expressão "namoro evangelico" é uma das mais procuradas no Google.

Casamento não é uma extensão de um namorico, é um compromisso com Deus e com a pessoa amada. É o principal ministério, a melhor escola e o melhor lugar para Deus tratar e transformar o nosso caráter. Se a alegria do Senhor é a nossa força, o jovem precisa entender que ninguém deve casar para ser feliz, mas sim, servir e proporcionar momentos de felicidade ao cônjuge. Talvez, não se viva tantas situações em que precise de domínio próprio como no matrimônio. Ser longânimo, temperante, benigno, paciente, servidor, provedor... estes são apenas alguns dos requisitos exigidos de um bom marido. Quem planta estas sementes quando é solteiro, certamente Deus honrará com uma colheita ao longo do casamento. Por outro lado, aquele (a) que estava mais preocupado em resolver seu problema, se nada plantou, nada colherá. O risco de ser derrotado pela sua carne quando estiver em situações que vão demandar mais do espírito é certo. Responda-me, prezado leitor, o número de divórcios entre os cristãos protestantes tem aumentado ou diminuído? Em caso de aumento, que tipo de ações preventivas podem ser tomadas para se combater este mal? Parece tranquilo afirmar ser temerário deixar para depois do casamento o desenvolvimento de características tão ligadas à transformação interior e contrapostas ao velho homem.

A falta de entendimeto sobre o que é um compromisso para o Senhor evitaria tantas discussões e tantas procuras por "gabinetes" com o pastor. Se alguém tiver a curiosidade e investir para saber do que se trata um "cordão de três dobras" (Ec 4.12), por certo, este viverá com entendimento os maus momentos e superará todas as adversidades em Cristo Jesus. Sem esperar do outro o que o outro não pode dar. Sem querer que o outro seja seu clone e concorde com tudo. Sem transferir as culpas ou deixar de assumir suas responsabilidades e seus erros. Sem ter que fingir para ninguém saber que tudo vai mal e seu casamento não é nada daquilo que você planejou. Preparar-se para este desafio vai além do que simplesmente ver o preço do buffet ou fazer economias para comprar a mobília da casa!

Dado o exposto, não considero o assunto esgotado, mas, a proposta desde o início foi levar o leitor à reflexão sobre aquilo que se está a fazer e aquilo que poderia se estar fazendo. No mínimo, fica esclarecido que o período de solteiro (a) é importante e necessário como qualquer outra fase da vida. Se bem aproveitado, poderá lhe render bons frutos no futuro. Espero que exista um impulso para o conhecimento e o entendimento acerca das questões aqui abordadas, mesmo por aqueles que já se encontram no matrimônio e que, talvez, por deixarem de observar tais questões, hoje, estão em conflito. 

Lembre-se de compartilhar suas experiências conosco, pois, a troca de idéias gera crescimento mútuo!


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segunda-feira, 8 de março de 2010

Carência Afetiva: Isto é um Assalto! - Parte 3



Continuando a abordar o tema "Carência Afetiva", temos falado sobre as falhas que sustentam este problema. Falamos anteriormente sobre a questão da paixão (ou falta dela) e a questão de entendimento sobre o Reino. Prosseguindo na rota do entendimento, passemos a um outro ponto pouco observado por aqueles que tanto reclamam da falta de alguém.

Uma  Questão de Entendimento sobre os Tempos

Em 1Cr 12.32, observa-se um grupo bastante capacitado na compreensão das coisas espirituais, porque, nada mais, nada menos, que o ir e vir de milhões de pessoas, no deserto, ficavam sob o comando deles. Quando prosseguir, quando permanecer, os filhos de Isaacar davam a direção segundo uma profunda acurácia espiritual. Ampliando esta reflexão, é sabido que o próprio Deus ao longo de toda a humanidade interferiu e agiu de maneira diferente, em cada uma das eras. Aos interessados no assunto, eu recomendo o trabalho de Lawrence Olson, O Plano Divino Através dos Séculos , acerca das dispensações divinas (períodos de tempo) ao longo de nossa existência.

Se é de fácil conclusão que Deus agiu de maneira apropriada e diferente em determinados momentos, por que, então, não faria o mesmo na vida de cada um de seus filhos? Deus não é Deus de "todo mundo". Esta premissa chega a ser um insulto ante sua autoridade e principalmente sua onisciência. A partir daí, quando há um entendimento dos tempos, nada haverá contra a "solteirice". A inconformidade com ela, talvez sem intenção alguma, soa como uma espécie de flagrante que aponta uma falha nos desígnios celestiais. Porque se não há entendimento, não há contentamento; do contrário, existirão questionamentos, lamentações e tentativas. Recursos humanos e meramente carnais são utilizados na tentativa de pular uma etapa da vida, pular uma dispensação cujo porquê o Eterno bem sabe.

Não desejo fazer chacota com as emoções alheias, no entanto, soa-me estranho, até mesmo tosco, esta coisa de site de relacionamento cristão, namoro cristão, encontro cristão, etc. Acredito ser impensável ao profeta Joel uma coisa deste tipo quando profetizou que os jovens teriam visões. Ora bolas, onde estamos e para aonde vamos? Veja bem se fluem os dons espíritos no meio da juventude de sua igreja. Em caso negativo, creio que a resposta a isto não seja tão difícil. É a geração dos "sem noção", a geração "do todo mundo"... (porque tá todo mundo casando, porque tá todo mundo namorando, etc.). Lamentável!

Conheço uma pessoa a qual perguntei com quantas ele havia namorado desde que se converteu. Em quatro anos, três meninas. Eu retruquei: você está ficando a cada um ano e pouco!!! Ele respondeu meio sem graça: é verdade. Ainda assim, recentemente, ele partiu para a quarta. Jovem, pense bem no que você está fazendo com os melhores anos de sua mocidade. Reflita, não à luz daquilo que "todo mundo" diz, até o "pessoal da igreja", mas, reflita segundo os estatutos divinos, pois, por eles você prestará contas. O apóstolo Paulo dá uma dica e tanto para os que acham que ficar sozinho é uma maldição. Ele ressalta, em 1Co 7.32, aquilo que deve ocupar o coração dos solteiros: agradar a Deus. Jovem ou não tão jovem assim, agradar a Deus precisa ser o seu desejo principal. 

Aqui, respeito muito as opiniões discordantes, porém, não deixo de questionar a legalidade dada aos não-casados para fazerem coisas pertinentes aos entrelaçados matrimonialmente através de uma instituição tradicional mundana chamada namoro. Não entrarei nos meandros da santidade para não fugir ao tema, fico apenas no que tange ao tempo ou a perda dele. É contraditório ver jovens saindo às pressas de cultos para levar fulana em casa... tardes de sábado ou finais-de-semana quase completos investidos no estar ao lado da pessoa amada, conversando, passeando e conhecendo "melhor". Pergunta: se você não cuidar com intensidade das coisas de Deus nem de como agradá-lo, agora, enquanto é solteiro, quando, então, seguirá tal conselho? Acha mesmo que estando casado poderá investir muito tempo no seu relacionamento com Deus em meio a toda demanda de uma vida (questões financeiras, familiares e profissionais)? Sinto muito em lhe dizer, caso você não desperte para a dispensação presente e discirna aquilo que lhe é para o momento, há de chegar os dias em que quererás buscar a Deus com mais intensidade e não poderás! Aí, você olhará para trás e lamentará o tempo perdido em namoricos e tentativas frustradas de se dar bem e vencer o tão "terrível" deserto sentimental.

Aproveite este texto e examine-se a si mesmo. Se for achado em falta, não tenha vergonha dos seus erros e tropeços. Empreenda esforço para verdadeiramente ser um jovem numa outra "onda", numa nova forma de vida. Nova mesmo.

Se você é um líder de jovens, como tem feito para instruir e ajudar sua juventude a não viver em vão? Se você é jovem e consegue guardar seu coração de toda a pressão dos dias atuais, compartilhe como tem obtido êxito. Certamente sua opinião poderá ajudar muitos outros que estão numa verdadeira guerra entre os impulsos do espírito e os da carne.


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