sábado, 24 de julho de 2010

A errônea tradição do duelo "vida espiritual x vida secular"


A ansiedade é um inimigo de peso na batalha espiritual nossa de cada dia. Se existe algo que impede uma vida saudável em todos os aspectos é aquela sensação de falta de alguma coisa ou de expectativa exacerbada por aquilo que há de acontecer. Isto é como um dardo tranquilizante a imobilizar milhares de cristãos que passam a ter aparência de quem vive, mas estão mortos.

É comum alguém ter um sonho ministerial e ver este sonho crescer após receber uma palavra de que certamente ele vai se cumprir porque também é vontade de Deus. Por causa disso, alguns passam a viver num futuro que parece não chegar nunca e desperdiçam a única coisa que realmente podem alterar: seu momento presente. Ficam pensando como vai ser... quando vai ser... contemplam as nuvens suspirando por algo que ainda não lhes pertence. Enquanto isso, a vida passa!

Não há como ser o sal do terra se você se econde dos seus contextos sociais e prefere ou não participar ativamente ou participar de qualquer maneira. Não incentivo com isto a priorização das questões seculares da vida cristã. A reflexão que incentivo é: você já foi chamado para ter dedicação exclusiva na Obra de Deus? Seu chamado ministerial já aconteceu? Se a resposta for negativa, faça o que tem que ser feito. Agora. Faça bem feito tudo o que lhe chegar as mãos. Se é estudar, estude; se é se formar num bom curso de graduação, que seja. Se é acordar bem cedo e trabalhar inclusive finais-de-semana; faça! Só não se esconda da vida por causa de uma ansiedade espiritual.

Tolice é achar que basta estar envolvido nos variados departamentos de uma igreja para cumprir bem o seu papel aqui na terra. Não seja improdutivo, porque a própria Palavra adverte que uma incapacidade de se administrar assuntos pessoais se refletirá na administração de assuntos eclesiásticos (1Tm 3.5). Por isso, não queime etapas. Aprenda com o seu momento presente. Agradeça por ele. Talvez não seja bem o que você sonhe para si, entretanto, é o que Deus tem para você no momento.

Pense nisso!

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terça-feira, 13 de julho de 2010

"Eu sou evangélico"


Surpresa. Esta é a palavra que melhor define o caso do desaparecimento de Elisa Samudio. A cada dia, novas revelações deixam o goleiro Bruno Fernandes em maus lençóis. Detido, ele não pensou duas vezes ao responder o policial que o questionou sobre sua religião: sou evangélico.

Eu penso que ele foi sincero ao dar esta declaração. Por favor, não me entenda mal, porém, acredito sim que isto é uma verdade para ele. Neste momento, não se deve somente assistir a tudo como mais um caso; do contrário, faz-se necessária uma reflexão de nossa parte. Afinal, muitas pessoas que não estão sob suspeitas de nenhum crime são tão evangélicas quanto o goleiro. O segmento de indivíduos que alegam terem se afastado da igreja e não de Deus, que prometem voltar quando Deus tocar no coração, que está em pecado mas "conhecem" a verdade é o mesmo que engrossa as estatísticas.
O que você acha que eles respondem quando questionados sobre a sua religião?

Assim, presenciamos um fenômeno inerente deste século: o evangélico não-praticante. Sua fé está de acordo com o seu ponto de vista e não o ponto de vista de acordo com a fé. Isto é um campo aberto para o pecado e as deturpações dos textos sagrados. Não é porque Deus é amor que se poder fazer o que quiser e achar que Deus tem obrigação de perdoar porque estamos no tempo da graça. Não! 

Só que alguns estão mesmo convictos de que é assim que a banda toca. Pensam que podem voltar a qualquer momento e que nada de tão grave irá lhes acontecer. Pensam que podem viver uma vida dupla entre o mundo e a igreja. Pensam que é só se arrepender... só se arrepender... como se isso fosse assim... como se Deus não sondasse os planos carnais de nossa natureza e o intento perverso de nosso coração. Tolos mornos! Cauterizados por satanás, enganam-se com jargões e frases feitas, com a aparência de quem vive, mas está morto, morto com seu relacionamento extra-conjugal, com seu dinheiro de negociata, com sua teologia ditatorial e vazia!

É difícil saber ao certo se Bruno um dia foi membro de alguma igreja e teve um testemunho digno de um cristão. Nem tão difícil é constatar que existem milhares como ele compartilhando um "eu-vangelho" em que nada mais importa além de seu próprio ponto de vista. Até quando figuras públicas serão paparicadas pelos pastores? Até quando perdurará a pregação sem renúncia? Talvez tenha sido este o evangelho pregado a ele... o de um Deus bonzinho e compreensível, que odeia o pecado e ama o pecador. Pena que este não é o Deus da Bíblia.

O Senhor, à tua direita,
no dia da sua ira, esmagará os reis.

Ele julga entre as nações;
enche-as de cadáveres;
esmagará cabeças por toda a terra.

Sl 110.5-6


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

A seleção brasileira e o desserviço cristão

O rapaz de azul é evangélico


Ao que parece a derrota da seleção brasileira, na última sexta-feira, trouxe mais prejuízos do que se poderia imaginar, pelo menos para a imagem dos evangélicos. Eu gosto muito de futebol e acompanhei a repercussão por diferentes veículos de comunicação. Ouvi e li coisas do tipo "o problema foi que misturaram futebol com religião", "o problema é que tinha muito irmão no time"... Será mesmo?

Após o fiasco de 2006, houve uma busca por um modelo mais rígido que pudesse inibir o comportamento libertino de certos jogadores. Desta forma, as perspectivas para o êxito na copa da África eram muito maiores, pois, agora sim, tínhamos um time com jogadores comprometidos, bem comportamentos e de maioria evangélica. Tudo isso, não foi suficiente para evitar mais um papelão da seleção canarinho. Pior do que a derrota, foi a má impressão em relação aos evangélicos. Esta repulsa tem mesmo razão de ser?

O apóstolo Paulo diz em 2Co 2.14-16 que somos o bom perfume de Cristo para Deus. A presença de Jesus em nós agrada ao Senhor e atrai as pessoas que constatarão a diferença. Quem usa perfume não precisa dizer que está perfumado! As pessoas ao redor sentem a diferença e aí esteve (e está) o maior erro de alguns evangélicos. Do que adianta escrever na chuteira que se pertence a Jesus, quando se mais precisa você não chama a responsabilidade para si? Do que adianta ser incapaz de exortar o seu irmão e chamar-lhe atenção quando ele está errado e prejudicando o grupo? Do que adianta ser omisso e não ter pulso firme em momentos decisivos? Reclamar das críticas quando a Bíblia alerta para o fato de que a quem muito é dado muito é cobrado? Bater num filho para se atingir o pai? Ira-se, pecar e não reconhecer que pecou?

O mundo está cansado! Cansado de irmãos que adesivam seus carros com dizeres bíblicos e estacionam em local proibido. Que preenchem seus perfis de orkut, msn, com frases evangélicas como se isso fosse "pregar o evangelho a toda a criatura". Não recrimino nem digo que é errado, somente quero que pensemos se é o suficiente. Se é desta maneira que as pessoas serão impactadas pelo poder de Deus. Sendo alguns de nós verdadeiros "ets" que só sabem falar de igreja e se aproximam das pessoas apenas para convidá-las para um culto. Você já reparou que é um hábito o "aparece lá na igreja qualquer dia desses, faz uma visita...". Louvo a Deus por todos os evangelistas que devem fazer o que tem que ser feito, inclusive insistir no convite, mas, que tudo seja feito no espírito a fim de que não surta efeito contrário. Ao invés de atração, crie repulsa. Ao invés de serviço, um desserviço.

Kaká sempre foi a grande referência deste grupo. Ele estava para esta copa como Ronaldinho Gaúcho estava para a de 2006. Não correspondeu em todos os sentidos! Inseguro, nervoso e omisso. Perguntado sobre seu problema de coluna, desviou o foco da pergunta alegando perseguição religiosa por parte do pai do repórter (sendo que um dos comentários sobre a fé de Kaká fora feito no programa do Jô, julho de 2009). Por que justamente agora ele resolvia se pronunciar? Você pode até discordar e achar que não posso julgar o irmão. É um direito que lhe cabe. Eu, particularmente, não gosto de almofadinhas, independentemente da religião deles. É só isso. Não o conheço como presbítero e muito menos congrego em sua denominação. Fato comprovado pelo médico da seleção é que ele jogou com 85% de sua capacidade física. Então porque se dizia nas entrevistas que ele estava bem? A diferença de comportamento veio de um não-evangélico, o goleiro Júlio César, que não apenas chorou, mas assumiu o seu erro, assumiu a sua culpa.

É como eu já escrevi num artigo passado... algumas vezes... Cássia Eller tinha razão: 

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento...

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