quarta-feira, 25 de maio de 2011

Depois da Guerra


Esse é o título do último cd da banda de rock gospel Oficina G3 e poderá ser a realidade dos evangélicos num futuro muito próximo. Uma marcha rumo às mudanças na legislação do Brasil tem-se encorpado cada vez mais por meio da mídia e das redes sociais de tal maneira que - a se tomar por base os países europeus e os EUA - esta realidade vai se tornando cada vez mais possível. Se aprovadas forem, e aí? Como os evangélicos vão reagir a um dia depois da "guerra"?

É algo para se pensar, desde já. O discurso de que o Estado é laico e há necessidade de separação total entre ele e a religião, seja qual for, leva a uma oposição entre ambos. Se um crescer, outro tende a diminuir; onde um chega, o outro tem que sair. Logo, o Estado pode muito bem se pautar em valores anti-cristãos, o que gera tensão entre as partes. Você sabia, por exemplo, que no RJ pregação pode virar caso de polícia? Já faz algum tempo que fazê-la nos trens urbanos é proibido por lei! (leia aqui).

Perceba a sutileza. A ilegalidade é manifestar-se religiosamente e não ser cristão. Só que todos os usuários de trem sabem  - e os que propuseram a ação também - que os únicos a usarem tal meio para evangelizar eram os crentes. O Ministério Público não persegue os crentes, eles são livres, desde que calem suas bocas dentro do vagão. Percebe como é sútil? Como dizem muitos cristãos onde não existe mais liberdade religiosa: quando a perseguição começou, ela não tinha cara de perseguição (1).

Então, qual a postura mais correta a ser adotada? Continuar pregando livremente e arcar com as consequências ou ser legal e ao mesmo tempo subversivo por meio de mensagens subliminares? Deixar de debater isto, agora, é não se precaver e dar lugar mais uma vez ao grande inimigo da igreja moderna: o despreparo! Basta olhar para a igreja européia achatada pelo secularismo. Em oração virão as respostas. Não importa se continuando livre ou sendo preso, em oração, todos sobreviverão a um dia depois da guerra!

Permaneçamos firmes!


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quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Silêncio da Igreja Não é Desprezo, é Despreparo mesmo...

Pessoas efeminadas no grupo de louvor, dando aula no ministério infantil e até escola bíblica dominical. Não ouvi falar não, eu mesmo presenciei tudo isso, aqui no RJ. Tomara que você não esteja se lembrando de fatos semelhantes, porém, para certos assuntos os evangélicos se comportam como quem se cala e fica cheirando o próprio "pum". Parece que a igreja só seu deu conta do seu dever e direito de expressão, agora, diante da ameaça de perdê-lo.

A feminilidade de um macho não é manifestada da noite para o dia. Já na infância, é possível observar os primeiros traços - eu trabalho em escola, falo com propriedade - e o que os pais e os tios do ministério infantil fizeram? Comportaram-se como quem se cala e fica cheirando o próprio "pum". Fingir que não vê, que não é bem assim... não impediu aquele pré-adolescente de crescer e, hoje, na idade adulta empunhar bandeiras coloridas e gritos de ordem contra os evangélicos preconceituosos!

O silêncio da igreja poderá lhe custar muito caro. Os tabus criados são muros que agoram começaram a ruir e desabar sobre suas cabeças. Quanto a isso, talvez a culpa recaísse sobre os líderes do passado. Nem os pais da igreja e nem os heróis da fé, souberam lidar com certos conflitos do mundo em que viviam e a igreja moderna não faz diferente. Resultado? Nasce a Igreja Cristã Contemporânea. Sim, não adianta fingir que não é com a gente porque até bem pouco tempo os membros de lá eram membros daqui e, enquanto estavam aqui, em nossa convivência, o que foi feito?

Talvez algumas piadinhas e nada mais. Alguém falhou... E por isso, o momento atual também é propício para rever conceitos e admitir a falta de preparo generalizada para lidar com determinados assuntos. Pois, ainda se discute se mulher pode ser pastora, se domingo é dia de ir com a melhor roupa para o culto etc., entretanto,  como abordar a homossexualidade se não se fala sobre sexualidade cristã?  É por isso que muitos preferem ligar para uma rádio e tirar suas dúvidas, já que nunca ouviram e - lamentavelmente - nunca ouvirão uma pregação sobre o tema.

A Antropologia e a Psicologia têm o seu espaço e sua utilidade. Despreze-as e satanize-as; assim, sempre achará que o que funcionava no seu tempo ainda funciona hoje. Este discurso antiquado acompanhado de um silêncio ditatorial têm aberto as portas da igreja mais para a saída do que para a entrada de almas! Cuide para não estar com mãos sujas de sangue. Se a conversão de um pecador ou a formação de um discípulo não lhe valem horas a mais de estudo, o que você faz numa igreja?

Permaneçamos firmes!


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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Silas Malafaia, CGADB e ap. Paulo

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Eu já escrevi aqui no blog Pregação dos Loucos sobre a minha divergência com o atual tipo de ensino do pr. Silas Malafaia. Ele sempre fora conhecido pela sua coragem de falar aquilo que ninguém falava e tocar em assuntos tabus nas igrejas. Num de seus programas de tv, este sopro do passado lhe sobreveio e, por isso, resolvi postar aqui. Parecia o Silas dos velhos tempos... Seguindo o ensino do ap. Paulo, retenhamos o que é bom!

1) Cisco no olho - é louvável a atitude do pr. Silas de apontar as falhas de sua própria denominação/ convenção, haja visto que existe por aí um orgulho denominacional incentivado pela própria liderança. Não é raro ouvir a ênfase de pastores dizendo que "aqui, foi aqui" que Jesus operou a benção dita num testemunho. Ou requerer para si a condição de única detentora da revelação divina. Ou requerer para si a condição de veículo do avivamento porque os outros falharam. Desta  maneira, comportam-se como se não tivessem misérias em seus bastidores e se esquecem de que os olhos de Deus estão em todo lugar.

2) Fundamentação bíblica - não se trata  de usar os versículos da Bíblia para respaldar uma opinião, no entanto,  é comum, hoje em dia, ouvir certas discordâncias que existem sem nenhum tipo de alicerce. A criatura não concorda com uma diretriz por um capricho pessoal. É mister, como nas palavras do pastor, demonstrar o alinhamento de uma colocação com o ensino sagrado!

3) Auxílio das ciências - embora o pr. Silas Malafaia tenha citado outro líder evangélico ao compartilhar a definição acerca de liderança, o que me deixou mais tranquilo foi saber que ela está de acordo com os livros de Administração de Empresas. Isto digo, porque alguns líderes evangélicos criam suas próprias concepções sobre um assunto contrariando o que dizem as ciências humanas. Isto é, no mínimo, ignorância. Se você quer aprender sobre um tema, vá à fonte. Obviamente, vez ou outra, pode-se deparar com assertivas que contrariam as sagradas escrituras, porém, não dá para negligenciar o trabalho daqueles que dedicam um vida inteira a postular sobre um tema.

4) Prazo de carência - o pr. Silas Malafaia não rompeu com a CGAD tão logo identificou contradições entre sua proposta e sua ação de fato. Ele permaneceu lá numa tentativa de mudar o sistema apontando não somente os erros (como fazem alguns, inclusive na blogosfera cristã. É a turma do amendoim, sabe como é?). Ele propôs alternativas e, se o sistema não mudou, as mentes pensantes que lá estavam mudaram, tanto que ele foi eleito o segundo tesoureiro. Isto não tem preço. É para isso que precisamos estar atentos. Pode ser que você esteja numa igreja onde a pregação não te alimenta mais e por isso você pense em ir embora. Como você vai marcar uma geração se não está perto dela? Existe um tempo para tudo. Pense nisso...

5) Palavra digna - estes vídeos são um belo estudo de caso para o qual se podem abordar as seguintes questões: verdadeiramente devemos sempre obedecer sem questionar? Estaria o pr. Silas Malafaia se levantando contra  os "ungidos do Senhor"? Ao se desligar da CGADB, teria ele sofrido algum tipo de retaliação por sair da "cobertura espiritual" do pr. José Wellington Bezerra (presidente da convenção)? O pr. Silas Malafaia teve que esperar uma palavra de Deus para se desligar ou se desligou dentro de um reto juízo à luz da escrituras? Você conhece a história da sua denominação? Conhece o estatuto, o que pode e o que não pode? Sabe quem foram os líderes de maior proemiência?

Fica a sugestão...
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Emoções Espirituais Verdadeiras e a Ternura de um Cristão



Emoções falsas podem parecer que derretem o coração por um tempo, porém no fim endurecem-no. As pessoas sob a influência de emoções falsas, eventualmente se tornam menos preocupadas com seus pecados – seus pecados passados, presentes e futuros. Prestam menos atenção às advertências da Palavra de Deus e ao castigo de Sua providência. Tornam-se mais descuidados com o estado de suas almas e o modo de seu comportamento. Diminuem seu discernimento sobre o que é pecaminoso e tornam-se menos temerosos com a aparência do mal naquilo que dizem e fazem. Por quê? Porque têm uma opinião tão elevada sobre si mesmos.

Tiveram impressões e experiências religiosas; por isso pensam estar seguros. Quando estavam sob a convicção do pecado e medo do inferno, podem ter sido muito conscienciosos de seus deveres religiosos e morais. Entretanto, agora que pensam não estar mais em perigo do inferno, começam a abandonar o auto-controle e permitem a si mesmos entregar-se a suas várias luxúrias.

Tais pessoas não aceitam a Cristo como seu Salvador do pecado. Confiam nEle como o Salvador de seus pecados! Pensam que Cristo lhes permitirá tranqüilidade em seus pecados, e os protegerá do desagrado de Deus. Judas fala dessas pessoas como "certos indivíduos se introduziram com dissimulação... que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus" (Jud. 4). O próprio Deus nos alerta a respeito desse erro: "Quando eu disser ao justo que certamente viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniqüidade, não me virão à memória todas as suas justiças, mas na sua iniqüidade, que pratica, ele morrerá" (Ez. 33:13).

As verdadeiras emoções espirituais têm um efeito oposto. Fazem do coração de pedra cada vez mais um coração de carne. Tornam o coração sensível como carne ferida que é facilmente machucada. Cristo indica essa sensibilidade ao falar do verdadeiro cristão como uma criança (Mat. 10:42 e 18:3; Jo. 13:33). A carne de uma criancinha é tenra, assim como o coração de uma pessoa recém--nascida espiritualmente. Não só a carne, mas a mente de uma criancinha também é delicada; ela sente simpatia facilmente e não pode ver outros em dificuldades. O mesmo ocorre com um cristão. A bondade conquista facilmente a afeição de uma criancinha; assim é com um cristão. A criança se assusta facilmente com a aparência exterior do mal; da mesma forma, um cristão se alarma com a aparência do mal moral.

Quando uma criancinha encontra qualquer coisa ameaçadora, não confia em sua própria força, mas corre para seus pais; do mesmo modo, um cristão não tem auto-confiança para lutar com inimigos espirituais, porém corre para Cristo. Uma criancinha suspeita facilmente de perigo no escuro, quando sozinha ou longe de casa. De modo semelhante um cristão se apercebe dos perigos espirituais e se preocupa com a sua alma quando não pode ver claramente o caminho diante dele; teme ser deixado só e a alguma distância de Deus. Uma criança facilmente teme os mais velhos, teme sua ira e treme frente a suas ameaças. Do mesmo modo, um cristão teme ofender a Deus e treme diante do castigo de Deus.


De todos esses modos, um verdadeiro cristão se assemelha a uma criancinha. Nas coisas espirituais, o santo mais amadurecido e mais forte é a menor e a mais sensível das crianças.


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A Genuina Experiencia Espiritual. Editora PES. Pg 75

Fonte: Orthodoxia

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