sexta-feira, 17 de junho de 2011

A dúvida é do diabo. Será mesmo?

 
Tudo começou lá no Éden quando a serpente pôs uma dúvida no coração de Eva. Seja lá o que fosse usado pela alimária seria atribuído para sempre a uma obra satânica. Desta maneira, a dúvida é caracterizada como algo que não provém de Deus, algo a ser condenado e evitável. Será mesmo? Porque pensar dá muito trabalho e quem não tem por hábito meditar nas Sagradas Escrituras dificilmente terá o que perguntar. Não estariam, então, parte da liderança evangélica promovendo o emburrecimento?

Isto acontece até sem querer por parte dos pais na crítica "idade dos porquês". É quando a criança quer saber o porquê disso e daquilo e na falta de respostas a mãe acaba reprimindo o pensamento crítico do seu herdeiro. A falta de resposta, a exposição de sua ignorância demonstra também sua fragilidade. Ao invés de estudar junto com o filho para achar a resposta, ensina até testemunho falso, fazendo dele mais um que terá vergonha de perguntar na sala de aula.

Assim a dúvida prossegue no limbo. E pensar que tantos não foram os que se converteram por uma inquietude de alma ao questionar onde poderiam encontrar a verdade. Dos questionamentos se construíram os alicerces da teologia cristã e por meio deles se desfazem as certezas impostas pelas religiões. Ao que parece, a igreja já soube usar a dúvida a seu favor e não fica claro quando esta se tornou sua pior inimiga e sinônimo de rebeldia. A igreja moderna tem verdadeiro pânico dela!

Apesar disso, se pensar dá trabalho, ainda existem milhares de trabalhadores por aí. Ainda que não haja incentivo à reflexão, ela acontece no íntimo dos que têm sede e fome de justiça e, certamente, que para cada Saulo Deus proverá um Gamaliel. Logo, a falta de conhecimento é destrutiva, mas, a falta de confiança em se perguntar e a inexistência de alguém para se perguntar também o são. Assim, a partir do momento em que nos envolvemos devemos aprender a lidar com os questionamentos.

E se você está em dúvida, não case, não compre, não vá, não saia, não fale. Na dúvida, não faça. Reflita, medite na Palavra do Senhor e ore [muito]. É verdade, a interrogação pode ser uma dardo paralisante da parte de satanás. Por vezes, porém, é um grito da razão. Uma manifestação da prudência. Uma ponte para o livramento.

Permaneçamos firmes!

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terça-feira, 7 de junho de 2011

Sermão e Pregação: Culto na Igreja ou Redes Sociais


As redes sociais têm transformado de maneira intensa as relações humanas de diversas maneiras. Parecem uma avalanche incontrolável que dita uma nova maneira de fechar negócios, de se informar e de expor idéias. Neste ponto é que a igreja moderna sente-se também tocada pela tecnologia no sentido de ter seu papel principal que é o anúncio do evangelho deslocado para o mundo virtual. Talvez, você se pergunte "como assim?". Se conhece alguém faminto pela Palavra de Deus, logo vai entender.

Quem disser que nunca foi ao culto na igreja para encontrar os amigos, atire a primeira pedra. Lá, há pessoas que, sem dúvida, proporcionam uma boa conversa devido a afinidade e isso é fato. Ninguém vai querer assumir, porém, encontrar a galera é sim um dos motivos pelos quais se vai ao culto na igreja. Outro é sentir-se útil através do trabalho voluntário. Ele faz bem a qualquer pessoa e isso a igreja evangélica tem a proporcionar e muito. Agora, quanto a uma pregação que alimente o espírito...

Bom... não é difícil encontrar os que estão insatisfeitos com o que ouvem dos púlpitos. Seja porque é um "samba" de uma nota só, seja pela superficialidade. No decorrer dos anos as denominações ao invés de conter uma diversidade de ministérios acabaram por se tornar ministérios. Não são pluralistas e isto se reflete na maneira e no conteúdo da pregação. Ao não atentar para as demandas da congregação, elas deixaram uma lacuna que está sendo preenchida pelos sermões nas redes sociais.

É simples. Somente após oito anos de caminhada cristã é que me deparei com uma pregação chocante, racional e ao mesmo tempo dramática. Não posso ser taxativo ao dizer que existe uma crise em nossos púlpitos, mas, o número de cliques nos vídeos de pregadores reformados leva a pensar que alguma coisa está acontecendo. Há um povo faminto que se alimenta via redes sociais porque sabe que em sua congregação não ouvirá nada parecido - e nem na congregação ao lado!

Existe uma geração querendo mais de Deus e usando as redes sociais como nunca antes para a Sua glória. Pode-se questionar se é certo ir ao culto por tantos motivos, menos pelo sermão, é verdade. Por outro lado, a tão sonhada unidade do Corpo de Cristo está acontecendo via internet. Não é difícil encontrar um pentecostal rendido a um sermão reformador! Portanto, se isso lhe incomoda, dê pão ao que tem fome. O que o povo quer é o martelo que esmiúça a penha e não a bigorna do Chapolin!!!

Permaneçamos firmes!

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