sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Transforme Sua Emoção em Ação!


Quando movido de íntima compaixão, Jesus agiu. Sentir pena de alguém precisa ser a mola que impulsiona uma ação no espírito e não na carne, porque pena por pena é apenas um sentimento que mais atrapalha do que ajuda. Atrapalha e muito, diga-se de passagem.

A comoção deve se traduzir no comportamento e não apenas no evazivo campo das idéias, seja de que maneira for. A emoção toma conta quando se conhece fatos como o do pr. Yousef Nadarkhani e apenas se dá RT no Twitter. É pouco eficaz. Por outro lado, por causa deste episódio, procurar saber mais da realidade da Igreja Perseguida e se envolver com a causa através da Missão Portas Abertas ou outra organização é a coisa certa a se fazer [fica a dica].

Pois quem só sente, às vezes, não faz nada e ainda dificulta quem quer fazer. Talvez, você não se convença que dó nada contribui para o seu espírito. Até aí tudo bem, se você não ocupa cargo de liderança na sua igreja. Porque nesta posição, terá que fazer [ou deixar de fazer] algo que vai de encontro à voz de seu coração. Tudo pelo crescimento do liderado que precisa de vivência cristã para o próprio amadurecimento.

Quem tem muita pena, sempre quer ajudar - por vezes, até o próprio Deus - e acaba por impedir o mover do Espírito. Não resiste em fazer um mimo, um carinho... Muito diferente do pai do filho pródigo que, possivelmente com o coração partido, teve o sangue frio de dar a parte da herança e deixá-lo sair pela porta de casa. Uma lição dura, mas, que precisava ser aprendida por aquele rapaz. Ou por João Marcos a quem o apóstolo Paulo não livrou de uma bela canelada!

Por isso, converta sua emoção num sentimento eficiente. Se não tem domínio próprio para vencer a pena, então, não tome à frente e nem aja por impulso; nisto há carnalidade. Que sua emoção lhe dobre os joelhos para um clamor pelos envolvidos. Que sua emoção lhe torne um intercessor e um agente das coisas do Espírito e não um mero expectador do Reino de Deus.

Permaneçamos firmes!

Nota: i) minha dica não foi dada como uma repreensão para quem já ouvir falar sobre a Igreja Perseguida e não se envolveu com a causa. Ela é no sentido de estimular o leitor a se achar no Reino de Deus e praticar a fé que professa, seja no campo que for, visto que, existe uma diversidade de frentes que carecem da participação do cristão moderno. 

ii) A foto é de um acampamento militar de verão para crianças, na Coréia do Sul.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Música do Mundo e Música Gospel ou apenas Música Boa e Música Ruim?


Eu já tenho falado nos posts Música do Mundo e Música Gospel. Uma Questão Espiritual ou Lei de Mercado? e Se Música do Mundo é Pecado, Por Que Filme Secular Não É? acerca desta dúvida atroz existente em corações aflitos de cristãos que buscam no Google algum tipo de elucidação. Pretendo nesta última [tomara que a seja!] mensagem contribuir para que você se resolva quanto a isso.

Na última semana de julho, a Rádio Melodia dedicou uma semana inteira a debater sobre música cristã. Vários pastores apresentaram uma visão não retrógrada apesar de seus muitos anos de ministérios. Falou-se da quase extinção dos corais que já foram bastante comuns nas igrejas e para tal havia um maestro na mesa debatedora. Lá pelas tantas, ele testemunhou algo incrível e, por que não, escabroso.

Disse ter participado de uma reunião nos EUA, realizada por uma gravadora no final dos anos 1990, na qual fora apresentado um novo estilo de música cristã. A partir dali, os louvores deveriam ter em torno de três minutos e meio [facilitando sua execução nas rádios] sendo alguns entoados preferencialmente no final dos cultos. Em meio a repetição do refrão, o ministro deveria falar alguma coisa [a famosa "ministração"] e depois retomaria a repetição do refrão. Fazendo assim por três domingos seguidos as pessoas já estariam procurando o cd para comprar...

Lembra a Teoria da Conspiração, não é mesmo? Por outro lado, descreve a nossa realidade. Não há como dizer que não é assim, que cantores gospel não tem música de trabalho. Que gravadoras evangélicas não lançam cds de música romântica no mês de junho se valendo de data comercial. Que louvores com média de 6 minutos de duração não tocam nas rádios. Que a música na igreja é meio quadradona e, por vezes, repetitiva. Que sempre começa com duas agitadas e depois duas lentas... Que após a palavra, sempre tem um cantarolar regado de sons melódicos que mexem com o emocional... etc etc etc.

Por essas e outras, a que conclusão se pode chegar? Existe essa coisa de música secular e música gospel ou existe apenas música boa e música ruim? Música de crente produzida por mundano é música gospel? [Pâmela e Dj Dennis]. Eu conheci o Dj Dennis quando ele era um garoto pilotando as pick-ups de uma equipe de som famosíssima. Ele é realmente fantástico no que faz. E música secular cantada por músico cristão continua sendo secular? [Oficina G3 canta U2]. Fato verídico a inspiração em bandas não cristãs.

Mas, e aê? Cristão pode ouvir música do mundo? Música secular é pecado? Medite nas Escrituras e decida você mesmo:  

Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo.  Rm 14.2-4

Cada um esteja seguro em seu próprio ânimo. Amém.

Permaneçamos firmes!

Atualização em 23/09/2011, 6ª feira: hoje de manhã ouvi o debate da Rádio 93 acerca desse tema e o mesmo me pareceu bastante elucidativo (permanecerá no site por cerca de 5 dias após sua realização). Destaco a divulgação do evangelismo interdenominacional a ser realizado nas proximidades do Rock'in Rio, das 7h30min às 18h, dias 24, 25 e 1º de Outubro. Informações pelo twitter @PrAbnerFerreira.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Minha Experiência com o Islã

Aconteceu recentemente na Bienal do Livro realizada na cidade do Rio de Janeiro. Eu e minha esposa bem que tentamos sair da exposição com algum título evangélico nas mãos, porém, não foi possível pelo motivo já abordado no post Se é errado cobrar para pregar, por que os livros evangélicos são tão caros? Lá pelas tantas, deparamo-nos com um stand que dizia "Conheça o Islã" e quase não acreditei no que vi.

Uma ornamentação típica daquela cultura e títulos bastantes curiosos. Ao perguntar o preço, a surpresa: ou você leva de graça ou você não paga nada. Absolutamente incrível! Cada pessoa tinha direito de levar um livro totalmente grátis, além de um jornalzinho e orientações sobre onde e de que maneira se informar mais sobre o Islã. É um evangelismo em massa de verdade que explica seu crescimento no Ocidente [pensem no número gigantesco de pessoas que visitaram a Bienal do Livro e levaram consigo uma obra do Islã] .

 Eu trago à meditação os seguintes pontos a respeito:

1) O discurso islâmico é muito persuasivo. Eles não distribuem o Alcorão, mas sim, livros que explicam os princípios de sua fé em contraposição com outras religiões - diferentemente do que fazem muitos crentes ao darem Bíblias de presente para um não cristão. Se para quem é convertido, a Bíblia é um livro de difícil leitura, imagine para quem não o é.

2) Não é pelo fato de você não gostar de um assunto que este não é importante. Alguns líderes não tem tato para lidar com questionamentos difíceis acerca de assuntos complexos e, até sem intenção, acabam por mirrar o talento de um futuro apologista, professor de História Bíblica etc. Eu explico melhor. Quando novo convertido, ouvi muito sobre minhas perguntas: esqueça, pois, não acrescenta nada à sua salvação. Se eu tivesse dado ouvidos, talvez, este blog não existiria... Se você não cuidar de um cristão, um mulçumano o adotará!

3) Ainda em relação a isso, fiquei admirado com os recursos dispostos para a propagação do Islã e, principalmente, sua acessibilidade. Lembram do post Redes Sociais e o Cristão Moderno: Apto para Falar e Tardio para Ouvir ? Enquanto não é tão fácil dirimir dúvidas com pregadores cristãos virtuais, os propagadores do Alcorão têm um canal vinte e quatro horas online para suas respostas. É um belo exemplo.

4) Nesses aspectos, talvez, ainda possamos consertar alguma coisa, mas, no mais nevrálgico, a coisa complica: as contradições. Os mulçumanos ressaltam com veemência a sua constância ao longo dos anos. Eles não têm o Alcorão "revisto e corrigido", "revisto e atualizado", em "nova versão internacional" etc. Outra coisa - quem sabe a mais grave no cenário evangélico - são as contradições. Vá em uma mesquita, em qualquer parte do planeta, e saberá o que encontrar. Por outro lado, no cristianismo... o de Roma é um, o dos protestantes são outros. Sim, outros [reformado, pentecostal, neo-pentecostal]. 

Tá difícil. Pense em um aborígine que deseje conhecer mais sobre a religião cristã e comece a pesquisar na internet. Encontrará uma salada recheada de doutrinas, visões e teologias ambíguas e opostas. Ora, não me leve a mal, mas, já se foi o dia em que você ia numa igreja Batista e sabia o que econtrar [ou vai me dizer que é coerente o reteté numa PIB?]. Enfim...

Não precisamos temer o crescimento do Islã nem de qualquer outra religião. Talvez, temeroso seja o crescimento evangélico no Brasil da forma como ele se dá.

Permaneçamos firmes!

Nota: i) ao citar as diversas traduções da Bíblia Sagrada, não estou aludindo a possíveis contradições entre elas. Apenas, destaco algo que serve de argumentação para outras religiões quando questionam a canonicidade das Escrituras. Apesar de que, algumas passagens bíblicas têm sentidos totalmente diferentes quando comparadas entre as variadas versões.

i.i) NÃO SOU EU QUE ESTOU PONDO PROPAGANDA DO GROUPON NO TEXTO. Isto é uma chatice!!!

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Congresso Pare o Tráfico Humano - Jocum BH

Durante a época da Copa do Mundo da Alemanha, organizações de direitos humanos previam que 40.000 mulheres (muitas menores de idade) seriam traficadas para dentro daquele país para atender à demanda de prostituição. O número estimado para o mesmo evento na África do Sul, no ano passado, também foi de 40.000 mulheres. Apesar de ninguém poder confirmar números exatos, demonstra uma tendência terrível!!!

Quantas serão traficadas durante a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016? Muito destes números vão depender da nossa postura como Missão e Igreja.

Por isso, em Belo Horizonte teremos um evento muito significativo de 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2011. Estamos aproveitando o aniversário de 25 anos da nossa base para promover o Congresso Pare com o Tráfico Humano e o Seminário Combate ao Tráfico Humano em parceria com David Batstone e sua equipe da organização NotforSale. Então, venham para Belo Horizonte ser treinados para reconhecer, denunciar e intervir em situações de tráfico, especialmente de mulheres. Venham e participem deste congresso e seminário.

Para obter maiores informações acesse: www.jocumbh25anos.blogspot.com


Créditos: http://arsenaldocrente.blogspot.com

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Minha Experiência com o Oficina G3


Depois de 7 anos compareci a uma apresentação do Oficina G3 e como foi bom ver que a paixão por Jesus ainda corre nas veias de Juninho Afram, Jean & cia. Foi extremamente regozijante vê-los fazendo o mesmo som de dez anos atrás - época da minha conversão - e que em todo esse tempo eles se mantém constantes e firmes na carreira que lhes foi proposta.

Em dias nos quais ainda se discute se música secular é pecado, o Oficina G3 quebra barreiras e consegue propagar a mensagem do evangelho do reino entre aqueles cuja mensagem normalmente gera repulsa. Talvez, eles o fazem não da maneira que você considera adequada, mas, há de convir que o fato de não ser da sua maneira não siginifica que não seja da maneira de Deus.

Fico realmente empolgado ao falar deles, porque, em especial o Juninho, tem aquilo que é uma pedra de tropeço para muitos e chega a ser cobiçado por pastores: os aplausos do mundo. Curioso é que não foi algo a ser buscado por eles - quem acompanha a banda há anos sabe disso. Ver o guitarrista pregando a simplicidade de Jesus e enfatizando as bençãos espirituais é a certeza de que Deus realmente aviva a Sua obra ao longo dos anos. Revitaliza aqueles que há tanto tempo estão com as mãos no arado.

Em dez anos muita coisa aconteceu. Infelizmente, alguns que estavam ao meu lado cantando O Tempo, naquela época, hoje não estão mais. Desvio e desânimo lhes tiraram o vigor. Enquanto isso, Mauro (o vocalista) ainda manifesta o poder que se aperfeiçoa na fraqueza fazendo uma apresentação impecável enquanto sua esposa está em tratamento de um câncer. Jean permanece eletrocutado no teclado. Afram sempre cristocêntrico em suas palavras [recordo quando o PG se desligou do grupo e ele afirmou que aquele era um tempo de esperar em Deus, pois, o Oficina não era cabide de emprego]. Enfim...

Aprendo que uns terão mais outros menos, mas, todos terão talentos dados por Deus. Mais interessante é lapidá-los e aperfeiçoá-los, pois, o Oficina G3 foi chamado para levar a Palavra por meio da música e isso o fazem há vinte anos. Não entraram em outras áreas, não sentiram de Deus uma direção para lançar cds solos. Eles continuam fazendo exatamente a mesma coisa, só que o fazem com excelência. Portanto, não se deixe limitar pelo discursso de que quando é pra Deus, Deus recebe porque é feito com o coração. Ok, isso não é mentira, porém, vire a página, foque no que foi chamado pra fazer e faça muito bem feito. Assim, os anos passarão e você terá forças pra Continuar...


Abro os meus olhos já é de manhã
À noite é menor cada dia

Os dias às vezes parecem iguais
A guerra é minha rotina

Peço forças
Pra continuar
Peço forças
Prá poder lutar

Luto pra sobreviver
Com os olhos voltados pro céu
Espinhos me fazem sofrer
Resisto na luta com a graça de quem já venceu

Fecho os meus olhos a noite já cai
Começo a tratar minhas feridas
Olho pros céus com os joelhos no chão
Abro os braços pra graça divina

Peço forças
Pra continuar
Peço forças
Prá poder lutar

Nada vai nos separar do teu grande amor
Mesmo caminhando em dor, sou mais que vencedor


[Amém]
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Não há segurança para o ímpio

 
Nem por um momento há segurança para os ímpios, pois não há meio visível de morte ao alcance. Não há segurança para o homem natural, que hoje tem saúde e não vê por qual meio deveria agora sair imediatamente do mundo através de qualquer acidente, não havendo perigo visível sob qualquer aspecto em suas circunstâncias. A múltipla e ininterrupta experiência do mundo em todos os séculos mostram que esta não é evidência de que o homem não está na beira da eternidade e que o próximo passo não será no outro mundo. A invisível e não premeditada forma das pessoas saírem do mundo são inumeráveis e inconcebíveis. Os homens não-convertidos andam sobre a cova do inferno numa cobertura podre, havendo incontáveis lugares fracos nesta cobertura que não suportarão o peso — e tais lugares não são visíveis.

As setas da morte voam invisíveis ao meio-dia; a visão mais aguçada não as pode discernir. Deus tem tantas maneiras inescrutáveis e diferentes de tirar os ímpios do mundo e de os enviar ao inferno que não há nada que indique que Deus tenha necessidade de estar às custas de um milagre, ou de sair do curso ordinário da sua providência para, a qualquer momento, destruir o ímpio. Todos os meios que há para os pecadores saírem do mundo estão nas mãos de Deus e estão de tal maneira universal e absolutamente sujeitos ao seu poder e determinação que não dependem nem da mera vontade de Deus se os pecadores vão a qualquer momento para o inferno, mais do que se nunca fossem usados ou estivessem relacionados com o caso.

A prudência e cuidado dos homens naturais em preservar a própria vida, ou cuidar dos outros para os preservar, não lhes garante um momento sequer. Para isso, a providência divina e a experiência universal também dão testemunho. Há a evidência clara de que a própria sabedoria dos homens não é garantia de livramento da morte. Se fosse, veríamos a diferença entre os sábios e prudentes do mundo, e os outros com respeito à propensão à morte prematura e inesperada. Mas como é de fato? "E como morre o sábio, assim morre o tolo!" (Ec 2.16).

Os esforços e maquinações que todos os ímpios usam para escapar do inferno, enquanto continuam rejeitando a Cristo e, assim, permanecem ímpios, nem por um momento os livra do inferno. Quase todo homem natural que ouve falar do inferno exalta-se de que escapará dele. Ele depende de si para segurança própria. Ele se gloria no que faz, ou no que pretende fazer. Toda pessoa projeta meios na mente sobre como evitar a condenação ao inferno, se gaba de ter maquinado bem para si e que suas manobras não falharão. Eles ouvem, de fato, que há poucos que se salvam e que a maioria dos homens que morreram antes foi para o inferno. Mas cada um imagina que dispõe de melhores meios para a própria fuga do que os outros. Ele não pretende ir àquele lugar de tormento. Ele fala para ele mesmo que pretende ser eficiente em seus cuidados e engendrar meios para não fracassar.

Mas os tolos filhos dos homens se iludem miseravelmente em seus esquemas e na confiança da própria força e sabedoria. Andam confiando em nada mais que sombra. Muitos daqueles que antes viviam por meio da graça e que hoje estão mortos, foram indubitavelmente para o inferno — não porque eles não eram tão sábios quanto os que agora vivem, não porque eles não projetaram meios para garantir a própria fuga. Se pudéssemos falar com eles e lhes perguntar, um por um, se eles algum dia esperavam, quando vivos que ouviam falar do inferno, ser objetos dessa miséria, nós, sem dúvida, ouviríamos uma resposta mais ou menos assim: "Não, nunca quis vir para cá. Tinha engendrado muitas outras maneiras em minha mente de me livrar disso. Pensei que tinha planejado bem. Pensei que meu esquema fosse bom. Pretendi ser eficiente em meu cuidado, mas me sobreveio inesperadamente. Não olhei para esta- situação naquela época e dessa maneira. Veio como ladrão. A morte me burlou. A ira de Deus foi muito rápida para mim. Maldita tolice a minha! Eu me gabava e me iludia com sonhos vãos do que faria no outro mundo. Enquanto eu falava: Paz e segurança, me sobreveio súbita destruição".

Deus se sujeitou a si mesmo sem obrigação, sob qualquer promessa, manter o homem natural fora do inferno por um momento. Deus seguramente não fez promessa de vida eterna, ou de libertação, ou de preservação da morte eterna, mas o que está contido no concerto da graça, as promessas que foram dadas em Cristo, em cujas promessas são baseadas em sim e amém. Mas certamente eles não têm interesse nas promessas do concerto da graça, pois não são filhos do concerto, não crêem em nenhuma das promessas e não se interessam pelo Mediador do concerto.

De forma que por mais que alguns imaginem e projetem acerca das promessas feitas aos homens naturais que buscam e interpelam seriamente, está claro e manifesto que todo o esforço que o homem natural faz em religião e por mais que toda a oração que se faça até que se que creia em Cristo, não está de forma alguma sob a obrigação de Deus guardá-lo da destruição eterna.

De maneira que é assim que os homens naturais são segurados na mão de Deus acima da cova do inferno. Eles mereceram o inferno incandescente e já estão sentenciados. Deus é horrivelmente provocado. Sua ira contra eles é tão grande quanto os que de fato sofrem a execução da ferocidade de sua ira no inferno, e eles não fizeram nada para pelo menos aplacar ou enfraquecer essa ira, nem está Deus no mínimo sujeito por promessa, guardá-los um momento sequer. O Diabo espera por eles, o inferno escancara a boca para eles, as chamas se juntam e flamejam sobre eles e de bom grado os agarram e os engolfam. O fogo contido nos seus corações se debate para incandescer. Eles não têm interesse em um Media-dor, não há meios ao alcance que lhes possa servir de segurança. Em suma, eles não têm refúgio, nada a que se agarrar. Tudo que os preserva a cada momento é a mera vontade arbitrária e a misericórdia não obrigatória e não ligada ao concerto de um Deus irado.

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