sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Como Utilizar As 4 Leis Espirituais



A postagem Paul Washer Sobre Como Pregar O Evangelho Para Um Não-Convertido pode dar  impressão de muita dificuldade na comunicação do evangelho diante da complexidade dos pontos abordados. A intenção de Paul Washer, eu creio, não ser essa, mas sim não deixar para depois aquilo que é condição integrante de uma conversão de verdade. Alguém pode acreditar que temas como arrependimento e pecado são pesados demais  para uma evangelização cabendo apenas serem levantados em tempo futuro. No mínimo, isso abre espaço para experiências parecidíssimas, porém, que nada tem a ver com conversão.

Compartilho uma ferramenta tremenda que eu conheci ano passado e permite transmitir os pilares do cristianismo em pouco mais de 15 minutos. Proporciona-se a oportunidade de entendimento do porquê se arrepender, do porquê Jesus morreu e ressuscitou, do porquê de nossa dependência dEle. Não se trata de um simples panfleto evangelístico, mas de um material a ser utilizado inclusive na consolidação do novo convertido. Para tal, não dá para pegar um punhado e distribuir a esmo. É ideal para ser usado em faculdades, por exemplo, locais onde se possa estabelecer um diálogo mínimo com a outra pessoa. Evangelismos do tipo 1x1 onde o abordado recebe ouvidos  para os seus dilemas.

Outra vantagem é que uma vez aprendida a maneira de utilizá-lo, você não depende de um grupo para entrar em ação. Como ressaltei, onde estiver, em casa ou no trabalho, você mesmo poderá página por página explicar o que significam as 4 Leis Espirituais. Sem chavões, sem frases feitas. O próprio título já ajuda a quebrar o gelo e isso encoraja o mais tímido dos irmãos. Enfim, eu incentivo você a assistir o vídeo e participar de qualquer treinamento com a Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo.

Permaneçamos firmes!

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Paul Washer Sobre Como Pregar O Evangelho A Um Não-Convertido



"Penso que uma das coisas que todos nós reconhecemos e é aterrorizante é quantas pessoas há na igreja, participam da mesa do Senhor, ouvem as pregações, são membros de igrejas locais, porém, não conseguem explicar o evangelho a você". Scott Brown.


Paul Washer explica que pontos são fundamentais na exposição da fé cristã e como devem ser mostrados a um não convertido. Essa explanação permite pensar se o conceito de mensagem evangelística atual não está defasado em relação aos manuscritos bíblicos. O que é pior é pensar que mesmo um convertido membro de uma igreja local possivelmente nem tenha tido acesso a tais informações.



É improvável saber falar de algo que nunca se ouviu. Determinados aspectos carecem de um ensino mais direcionado e contínuo a fim de se chegar à imagem correta do cristianismo. Paul Washer desafia a mim e a você a pensarmos se temos sido enxertados na videira verdadeira bem como se nos encontramos em condições ideais para ir e pregar até os confins da Terra.



Permaneçamos firmes!


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Como Falar De Deus Para Uma Pessoa

Comunicação não é o que você diz. É o que os outros entendem (Duda Mendonça).

A comunicação é algo vital nas relações humanas e pouco se fala ou se instrui a respeito. Lembro de várias mensagens da Joyce Meyer acerca do tema e das aulas da faculdade. Apesar do esforço para acertar, os erros são mesmo inevitáveis e, apesar disso, creio que seja fundamental, quando se quer melhorar, regá-la como a moderação do Espírito Santo de Deus. Isso porque é de assustar como as pessoas são capazes de pegar suas palavras pelas mãos e levá-las a um lugar totalmente diferente do desejado. Seja por causa da maneira como se fala, seja por causa dos filtros emocionais, a questão é que comunicar-se é uma arte que requer treinamento.

Isso passa pela condição de se fazer didático. Essa perspicácia passa pela habilidade de se pôr na condição do outro imaginando como ele poderá receber sua verbalização. Aqui, peca-se aos montes, tanto ao se levar a mensagem do evangelho para os de fora quanto para os de dentro de uma congregação. Ora, senão vejamos. Dia desses estava ouvindo um irmão pregando quando ele disse: você tem traumas? Você tem feridas emocionais? Problema é seu! O que Deus tinha que fazer por você Ele já fez. Agora, é você que deve reagir diante dos seus problemas. Eu pensei o seguinte: é porque não é com a tua mãe, seu vacilão!!!

Sim, talvez, ele tenha querido dar uma sacudida na sua platéia. Talvez, uma palavra para tirar o ouvinte do seu comodismo e tudo mais. Por outro lado, minha reação deu-se por causa das palavras em si e por causa da maneira como elas foram colocadas. É muito fácil dizer o que foi dito quando se é emocionalmente estável. Um preletor deve sim preocupar-se em não ser grosseiro. Porque do contrário, nada mais do que ele falar será escutado por quem se sentir atingido negativamente. Se a mãe dele tivesse feridas emocionais como a minha mãe tem será que ele falaria daquela forma?

Não precisamos de bravatas e discursos à moda de grêmios estudantis cheios de emocionalismo e nenhuma razão. Moderação abre portas, aumenta a audiência e permite repetir a dose. Não cabe imitar o estilo João Batista de ser se não moramos no deserto, não nos vestimos de pele de carneiro e não comemos gafanhotos e mel silvestre. Mais vale ser didático não comunicando para si mesmo em troca de aplausos ou de medo. Vale sim, aproveitar o exemplo de Che Guevara que disse É preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais...

Se o evangelho deve ser pregado a toda criatura e você quer saber como falar de Deus pra uma pessoa, vale lembrar que ninguém ouve um ogro! Pode até escutar, mas não ouvir, dar crédito. Falar com autoridade nada tem a ver com falar autoritariamente.

E você? Como você tem se comunicado?

Pense nisso!

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Guerra Fria Tão Sangrenta Quanto À Chacina da Chatuba de Mesquita


O noticiário nacional têm sido recheado de atualizações sobre a chacina na Chatuba de Mesquita - RJ. A barbaridade provoca comoção como tantas outras já acontecidas aqui nesse estado e dá lugar a um sem-número de debates e reflexões sobre causas, prevenção e combate a esse tipo de episódio. Creio que seria muito, mas muito saudável se as denominações evangélicas se propusessem ao mesmo, isto porque aponto com propriedade, prezado leitor, uma outra guerra que acontece ali e em vários outras comunidades da periferia. Uma guerra tão sangrenta quanto essa que passa nos telejornais, que deixa tantos mortos e feridos quanto, porém, uma guerra fria e silenciosa.

É confuso compreender como pode acontecer tanto derramamento de sangue inocente num lugar onde o número de templos evangélicos só perde, talvez, para o número de botecos. Não tenha dúvidas, um dia, tendo oportunidade de andar por aquelas ruas... é de chamar atenção de qualquer um. Uma, duas, três, quatro denominações numa mesma rua. Às vezes, porta à porta, uma de frente para a outra e, no entanto, irmãos mal se cumprimentam, mal se olham. O aparente avivamento esconde uma guerra de vaidades e a real intenção dos corações.

Noutra oportunidade, ouvi um relato de um irmão numa certa comunidade do RJ acerca do evento evangelístico de sua igreja. "Rapaz, aqui tem muita igreja, muita igreja mesmo. Mas, o que acontece? Embora seja comunidade, tem muita gente de situação legal por causa do comércio. Então, quando um cara desse se converte dá um levante na igreja porque o dízimo é alto. Aí, normalmente, o pastor fica com medo de se misturar com as outras igrejas pra não perder ovelha. Para esse evento aqui, nós entramos em contanto com a................. [denominação grande]. Entregamos um ofício ao pastor e também em cada templo daqui convidando para o evento. Não veio ninguém, não tivemos resposta. Alguns acham que a gente quer se aparecer, então, preferem não se envolver porque o nome da igreja deles não ia sair na faixa".

Isso não aconteceu em 1238 dC. Aconteceu meses atrás, acontece a cada fim-de-semana em cada gueto qualquer desse Brasil. Enquanto uns botam a mão na massa, dão a cara à tapa literalmente, por vezes, em condições precárias, outros preferem se trancar. Fechados no seu "Carrossel Gospel". Véio, eu vi, ninguém me contou, uma igreja fazendo um culto ao ar livre e passar irmãos que simplesmente não cumprimentaram quem estava ali só porque são de outra denominação... petulância! Indiferença! Egoísmo que faz os mortos dessa guerra fria. Antes portando a Bíblia Sagrada, agora, um pistola automática pelas esquinas. Não dá pra dizer que saíram do Reino, apenas trocaram de império.

Aí, acontece uma tragédia como essa na Chatuba e se parte pro amarrar o capeta e o satanás e clamar e... daqui a dois meses, tudo volta ao normal. Indiferença. Prepotência. Orgulho. Falta de compaixão que pouco se importa com sangue inocente derramado, pois do contrário se envolveria na causa. Seja no fronte, seja na retaguarda, o que precisamos é apenas caminhar de mãos dadas. Veja só, um pr. faz um trabalho tremendo em certa localidade e pediu há meses a compra de uma simples mesa de ping-pong para os adolescentes, especialmente os que estavam saindo de influências ruins e vindo para a igreja. Até agora não conseguiu porque pediram para se fazer uma assembléia, será que vai ser boa coisa uma mesa de ping-pong na igreja? Será que não é o mundo entrando na igreja...? Blábláblá.... Esses doutores da lei só podem estar de satanagem! Sa-ta-na-gem!

A gente vive se matando irmão, por quê? Não me olha assim eu só igual a você...1 e se você já entendeu isso, junte-se aos que estão dispostos a profetizar sobre o vale de ossos secos! Ore por esses que muitas vezes são o alvo do açoite da língua e que apesar dessa guerra fria continuam caminhando e cantando e seguindo a canção2. Aqueles que já estão dando assistência às famílias enlutadas, que praticam a verdadeira religião e que dia-a-dia, silenciosa e anonimamente, cuidam dos órfãos e das viúvas.

Permaneçamos firmes!


Muros
(Oficina G3)

Muros de pedra, muros de orgulho
Que nos separam, e nos envergonham
Muitos já caíram, outros ressurgiram

Muitos preconceitos, muitos já desfeitos
Muitos insistem em existir
Oculto em nossos dias, há uma guerra fria
Vitimas que ninguém vê

Caiam os muros, tirem as pedras
Nossa unidade não é real
Se a verdade é o que pregamos
Porque erramos não sendo um?

Muitos se defendem, escondem a fraqueza
Atrás de mentiras
Que encobrem quem realmente são
Muros que nos envergonham


Notas:

1. Verso da música Fórmula Mágica da Paz, Racionais Mc's.


2. Verso da música Canção do Exílio, Geraldo Vandré.



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