quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Não Dicotomizar a Mente: Secular ou Sagrado - Heber Campos Júnior




Pense nisso!

Obs: Você também poderá gostar de

1) Vida Secular x Vida Espiritual. Isso Existe? [Clique Aqui]

2) A Errônea Tradição Do Duelo "Vida Espiritual x Vida Secular" [Clique Aqui]



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domingo, 21 de outubro de 2012

Vida Secular E Vida Espiritual. Isso Existe?

 
 
Foi Martinho Lutero mais do que qualquer outro, que derrubou a noção de que clérigos, monges e freiras engajavam-se em trabalho mais santo do que a dona de casa e o comerciante. Calvino rapidamente acrescentou seu peso ao argumento. Os Puritanos foram unânimes em seguir a direção de Lutero e Calvino.

Como os Reformadores, os Puritanos rejeitaram a dicotomia sagrado-secular. Willian Tyndale disse que se olhamos externamente “há diferença entre lavar louças e pregar a palavra de Deus; mas no tocante a agradar a Deus, nenhuma em absoluto”.

William Perkins concordou: “A ação de um pastor em guardar ovelhas... é um trabalho tão bom diante de Deus como a ação de um juiz ao sentenciar, ou um magistrado ao regulamentar, ou de um ministro ao pregar”. Esta rejeição da dicotomia entre trabalho sagrado e secular teve implicações de longo alcance.

Primeiro, considera toda tarefa de valor intrínseco e integra toda vocação com a vida espiritual de um cristão. Torna todo trabalho conseqüência, tornando-o a arena para glorificação e obediência a Deus e expressão do amor pessoal (através do serviço) ao seu próximo. Assim Hugh Latimer viu no exemplo de Cristo a verdadeira dignidade de todo trabalho:

“Isto é uma coisa maravilhosa, que o Salvador do Mundo, e o Rei acima de todos os reis, não se envergonhou de labutar; sim, e de usar tão simples ocupação. Aqui Ele santificou todas as espécies de ocupações”.

John Dod e Robert Cleavert escreveram que: “o grande e reverendo Deus nunca despreza um ofício honesto... mesmo sendo bem humilde, mas o coroa com sua benção”.

A convicção Puritana quanto à dignidade de todo trabalho tem também o importante efeito de santificar o comum. John Cotton disse isso sobre a habilidade da fé cristã de santificar a vida e o trabalho comum:

“A fé... encoraja um homem em seu chamado por mais simples e difícil... A tais empregos simples um coração carnal não sabe com submeter-se; mas agora a fé havendo-nos convocado, se requer algum emprego simples, encoraja-nos nele... Assim a fé dispõe-se a abraçar qualquer serviço simples que faz parte do seu chamado, no qual um coração carnal ficaria envergonhado de ser visto”.

William Perkins declarou que as pessoas podem servir a Deus “em qualquer espécie de chamado, embora seja apenas varrer a casa ou guardar ovelhas”. Nathaniel Mather disse que a graça de Deus “espiritualiza toda ação”; mesmo as mais simples, como “um homem amar sua mulher e filho”, torna-se “atos graciosos”, e o “seu comer e beber são atos de obediência e, portanto, acham-se em grande conta aos olhos de Deus”.

Para os Puritanos, toda a vida era de Deus. Seu objetivo era integrar seu trabalho diário com sua devoção religiosa a Deus. Richard Steele afirmou que era na oficina “onde se pode mais confiantemente esperar a presença e benção de Deus”. Os Puritanos revolucionaram as atitudes em relação ao trabalho diário quando levantaram a possibilidade de que “cada passo e aspecto do seu ofício é santificado”.

John Milton, na sua famosa Areopagitica, satirizou os homens de negócios que deixam sua religião em casa e “comerciam todo o dia sem sua religião”. Thomas Gataker não viu tensão entre o sagrado e o secular quando escreveu:

“Um homem não deve imaginar..., quando é chamado para ser um cristão que deve prontamente rejeitar todos os empregos seculares... e dedicar-se inteiramente... a oração e contemplação, mas deve reter tanto um chamado com o outro, seguindo àquele junto ao outro”.

O objetivo Puritano era servir a Deus, não simplesmente no trabalho no mundo, mas através do trabalho. John Cotton aludiu a isto quando escreveu:

"Um verdadeiro crente... vive na sua vocação pela sua fé. Não apenas minha vida espiritual mas até minha vida civil neste mundo, e toda a vida que vivo, é pela fé no Filho de Deus: ele não isenta qualquer parte da vida da agência de sua fé”.

Cotton Mather disse:

“Um cristão deveria ser capaz de prestar boa conta, não somente do que é sua ocupação, mas também do que é na sua ocupação. Não é bastante um crente ter uma ocupação; ele deve cuidar de sua ocupação como convém a um crente”.

Com a ênfase Puritana em que toda vida é de Deus, não surpreende que um panfleto intitulado “São Paulo, o Fazedor de Tendas” pudesse observar que o movimento protestante havia produzido um ‘deleite nos empregos seculares'”.


L. Ryken
 
Fonte: Orthodoxia - Clique Aqui


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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Aconselhamento Pastoral E As Redes Sociais

 
 
 
Eu dizia a um amigo dia desses: redes sociais deixaram as pessoas ocas! Ele retrucou: elas sempre foram ocas só não tinham como demonstrar. Cara, que frase perfeita! Sites de relacionamento foram criados para tal de forma a aproximar mais as pessoas. Por outro lado, pelo que se vê elas deixam claro que desejam falar o que quiserem sem se comprometerem com respostas ou contrapontos. A tela do pc é a trincheira perfeita para quem não quer se expor, tipo aqueles caras da parábola do bom samaritano. É estranho mais ainda quando se trata de internautas que bloggam e  querem usar web para a glória de Deus e tudo mais... Como você pode querer ensinar sobre a Graça de Deus se não consegue praticá-la respondendo um simples email?
 
Tenho pensado bastante nas razões que fizeram a postagem Se Conselho Fosse Bom Não Se Dava Se Vendia [?] - Clique Aqui - ser uma das que têm elevado o acesso a esse blog. Aconselhamento pastoral e redes sociais combinam entre si, mas não é possível para quem está ocupado demais postando versículos e frases de efeitos sem se preocupar com os neófitos. Começo a suspeitar que alguns não fazem porque não sabem... daí, basta se calar ou melhor recolher os dedos e deixar diversos pontos de interrogação boiando nos comentários. A realidade é que existe uma grande massa dentro das igrejas que não tem com quem conversar. Por isso procuram na internet alguém com quem possam trocar uma idéia. E...
 
Acontece algo como nos debates de rádio. O sujeito fala, fala, fala e no final diz que é melhor o ouvinte procurar o seu pastor para conversar. No final das contas ele está mais conhecido, alguém continua em dúvida e ele não se comprometeu. Se não há dados que respaldem uma opinião mais concreta, não seria melhor ficar em casa? Embaçado... porque aconselhamento pastoral por vezes tem passado pelo ditado "Se conselho fosse bom não se dava se vendia" travestido de "É você e Deus!". Não é uma suposição e sim uma constatação. Poderia citar pastores e blogueiros, inclusive reformados, que no meio desse ano se calaram quando eu fiz o que eles mesmos incentivam. Levantei o dedo e disse a temível frase: eu tenho uma pergunta! Desculpe a vulgaridade, mas "cagaram e andaram" para minha demanda... Simples assim. No entanto, aproveito para agradecer o retorno do ministério Defesa do Evangelho - Clique Aqui. Obrigado por enxergar um ser humano do outro lado da tela do pc.
 
Não creio que blogueiros devam tomar o lugar de pastores no aconselhamento ainda que pelas redes sociais. Creio que pastores devam tomar o lugar  de pastores, pois se não o fizerem alguém o fará. Gente insana pregando fábulas conquistam audiência também por sua acessibilidade para trocar uma idéia. O contato virtual repetido cria elos. Portanto, minha oração é para que haja atenção para esse campo missionário tão vasto e tão pobremente explorado. Mais do que jotapegues compartilhados e curtidos, ofertemos o nosso tempo online praticando a verdadeira religião e não descuindando de gente. Ela tem fome, ela passa por prisões e enfermidades. E você? Até quando não vai se comprometer?
 
Permaneçamos firmes!
 

 
Postagens relacionadas:
 
Não Desperdice O Seu Facebook - Clique Aqui
 
O Cristão E As Redes Sociais: Apto Para Falar  E Tardio No Ouvir - Clique Aqui


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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Que Eu Aprendi Com Paul Washer

Manhã de sol e lá estava eu ainda descrente que veria ao vivo aquele quem Deus usou para me pôr no caminho que se deve andar, quando enganado eu estava. Igreja cheia, repleta de jovens dispostos a encarar as duas horas de culto em pé em troca de uma mensagem diferente (que na verdade deveria ser comum e facilmente encontrada nos púlpitos protestantes). Durante o louvor, adentra discretamente um homem de meia-idade, rosto marcado pelo tempo e olhar penetrante. Obedecida a liturgia denominacional, chegado o momento da palavra, Paul Washer assume a tribuna. Sem delongas, pede para que todos abram em 1 Coríntios, onde apenas um versículo fora lido. Ali começava sua explanação.

Momentos antes minha mente era preenchida de flashs de várias mensagens suas assistidas pela internet. Até mesmo, personagens dos heróis da fé vieram à minha mente, não por acaso. Conforme a pregação se desenrolava, uma sensação de viajar no tempo como se estivesse em pleno século XVIII por causa da maneira incisiva e ao mesmo tempo tranquila de pregar a Bíblia. Mais inverdades foram desmascaradas naquela manhã. Mais fortalezas mentais caíram ao chão. Mais verdade e entendimento repousaram em meu coração sob a forma de consolação e exortação. Os céus parecem cair sobre nossas cabeças, eu pensava. O peso da palavra gerava instantes de silêncio durante suas pausas, às vezes, interrompidas por um ou outro tímido aleluia.

Comentar sobre o conteúdo pregado iria macular de alguma forma o que fora transmitido. Além disso, o principal, aprendi que para ser engraçado não é preciso ser sarcástico ou fazer do púlpito um palco. Pregação não é um show de stand up comedy! Aprendi que simplicidade é o ingrediente para se fazer entender a todos. É possível ensinar o novo convertido e ao mesmo tempo alimentar o velho convertido. Sim, esse sonho de milhares e milhares de famintos é possível. Uma mensagem cheia de graça e conhecimento dificilmente não é lembrada no dia seguinte. Não havia um croqui, Paul não se atinha a jargões, chavões, frases feitas. Parecia despreocupado quanto a provocar frisson na platéia ou quanto ao seu feedback. Apenas discorria aquilo que Deus havia entregado a ele. Impressionante.

A mensagem nos levou a momentos de reflexão e de auto-análise, mas, no seu término, nada de apelos emocionais. Nenhuma música em ritmo lento com alguém choramingando e balbuciando coisas ininteligíveis. Depois de uma pregação sucinta, rica, mas, até curta para os padrões brasileiros, uma breve oração. E só. Saímos todos muito bem alimentados, entretanto com aquele gostinho de quero mais... E, por que não, uma certa crise ou dissonância espiritual. Por que Paul Washer prega tão diferente? Por que ele fala de coisas não ensinadas nas igrejas? Por que, mesmo em denominações reformadas, vários ensinos caíram no esquecimento? Pode uma igreja evangélica não ter o chamado para pregar sobre arrependimento, fé, graça e juízo? A iluminação provocada por sua mensagem pode ser escondida pelos hábitos, costumes e doutrinas locais?

Abertos os olhos, fechá-los é opção de cada um.

Escapa-te por ti mesmo... [Gn 19.17]

Permaneçamos firmes!

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Paul Washer No Brasil, Ao Vivo!



Numa época de confusão e erro, é importante que sejamos afirmativos e claros quanto aos elementos distintivos de nossa fé. Precisamos de uma base sólida para determinar se o que cremos é mesmo a fé cristã bíblica, apostólica e histórica. Isto é, devemos compreender o que define o cristianismo, quais seus elementos mais fundamentais. Assim poderemos reconhecer a fé genuinamente cristã.
Nos dias 1 a 5 de outubro de 2012, Paul Washer, Joel Beeke, Hernandes Dias Lopes, Steven Lawson e Sillas Campos considerarão os "Alicerces da Fé Cristã" durante a 28ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes.
Contaremos também com dois workshops. Solano Portela abordará o tema da educação cristã e Jáder Borges falará sobre a formação espiritual e intelectual dos pré-adolescentes.
Nosso desejo é que esta Conferência seja uma oportunidade de comunhão, oração, adoração e estudo profundo das sagradas escrituras.
Esperamos tê-lo conosco em outubro de 2012.
Em Cristo,
James Richard Denham III
Para assistir ao vivo, Clique Aqui.



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